Capitulo I
Os Irmãos de Máugli
 
  Capitulo II
A Caçada de Cá
 
  Capitulo III
Tigre! Tigre!
 

Livro da Selva - A Caçada de Cá

Máugli conversava com o povo macaco e quando Balú se apercebeu ficou zangado. Bàguirá e Balú explicaram a Máugli que aquele povo não tinha chefe nem Lei, então Balú proibiu Máugli de falar com eles.

Os Bândarlougues levaram Máugli pela selva. Quando estava a ser transportado Máugli só pensava numa forma de avisar Bàguirá e Balú. Bem alto, no céu avistou Chil procurando alimento. Chil viu que os macacos transportavam algo e aproximou-se para ver. Foi então que Máugli lhe pediu para a visar os seus amigos, Bàguirá e Balú, e Chil partiu para o fazer. Estes assim que souberam partiram em seu auxílio. No entanto, sozinhos não seriam capazes. Pediram ajuda a Cá para libertarem Máugli do Povo Macaco. Quanto já estavam juntos, Bàguirá, Balú e Cá, chegou Chil e disse que os macacos tinham levado Máugli para a terra deles, para as Moradas Frias.

Moradas Frias era uma antiga cidade abandonada, onde poucos animais da selva se arriscavam a ir, pois era onde viviam os Bândarlougues, o Povo sem Lei. Cá, Bàguirá e Balú foram para lá a fim de libertar Máugli. Antes de Máugli ver que os seus amigos já tinham chegado tentou sair mas, quando estava a chegar às muralhas da cidade, os macacos puxaram-no e levaram-no para uma casa em ruínas. Foi então que Bàguirá atacou os macacos, pôs a sua vida em risco para salvar Máugli. Enquanto Bàguirá lutava pela vida, os macacos levaram Máugli. Enquanto isto chegou Balú que também disputou com os macacos. Quando estes viram que Cá chegara gritaram para que todos fugissem, mas Cá deu um grito e todos os Bândarlougues pararam. Balú agradeceu a Cá, pois ele e Bàguirá deviam-lhe as suas vidas, foram então procurar Máugli que se encontrava no meio das ruínas de onde não conseguia sair, mais uma vez Cá ajudou-o partindo uma parte dessas ruínas permitindo assim que Máugli de lá saísse. Máugli, ao agradecer a Cá a sua ajuda, prometeu que tudo o que ele caçasse seria para partilhar com ela.

A Lua estava a pôr-se, e Cá pediu para eles se irem embora pois não deviam ver o que se ia passar de seguida. Quando a Lua desapareceu, Cá deslizou para o centro do terraço da cidade perdida, e aí se deu a Dança da Fome de Cá (descrita no capitulo II). Enquanto isto se passava, Máugli, Balú e Bàguirá fugiram, pois poderiam também ser comidos.

Depois de tudo ultrapassado, Balú e Bàguirá ralharam com Máugli, ele tinha posto a vida de todos em risco, tinha-se portado mal, então teria que ser castigado. Bàguirá deu-lhe uma dúzia de palmadas e posto isto disse para Máugli saltar para o seu dorso para se deslocarem à caverna dos lobos. Na selva o castigo apaga todos os ressentimentos, após as palmadas todos ficaram bem.

A Caçada de Cá

Nas malhas tem o Leopardo o seu prazer
E o Búfalo vê nos chifres grão poder.
Sê limpo! A robustez do caçador
Se tira da pele de límpida cor.

Se virdes que o Touro arremessa ao ar,
Ou o Sambar côas pontas vos pode furar,
Escusais de vir com tais informações;
Todos o sabemos há dez estações.

Não mateis do forasteiro a criação,
Mas saudai-a sempre como irmã e irmão.
Embora pequenos, de gorda lombada,
Pode ser que a mãe seja a Ursa Parda!

Não há ninguém como eu! – Boca ufanada
Do lobito na sua primeira dentada.
É pequeno o lobito e a selva é vasta!
- Pondera primeiro e o orgulho afasta!

 

Máximas de Balú

 Balú: “…eu não passo do velho e, por vezes, estultíssimo mestre da Lei dos lobitos do Seiôuni…”

 

 

Dança da fome de Cá

“- Bem. Começa agora a dança – a dança da fome de Cá. Estai quietos e olhai.
Descreveu duas ou três vezes um grande círculo, balouçando a cabeça da direita para a esquerda. Depois começou a descrever curvas e figuras de oito com o corpo e brandos triângulos indecisos que se desfaziam em quadrados e pentágonos e montes de roscas, sem nunca parar nem se apressar, e sem nunca cessar o canto brando do zumbido. Ia aumentando a escuridão, até que por fim a espiral arrastada e movediça deixara de se ver, mas podia ainda ouvir-se o sussurro das escamas.
(…)
-Bândarlougue – disse por fim a voz de Cá -, sois capazes de mover pé ou mão sem ordem minha? Falai?
- Sem ordem tua, não podemos mexer nem pé, nem mão, ó Cá!
- Bem! Avançai todos um passo para mim.
As filas dos macacos avançaram adiantaram-se irresistivelmente, e Balú e Bàguirá deram um passo rígido para diante como eles.
- Avançai mais! – silvou Cá. E todos se mexeram de novo.”

 

Marcha dos Bânderlougue

Cá seguimos em grinalda pelo ar
Até junto à Lua ciosa parar!
Nossos bandos brincalhões não invejais?
Não queríeis ter mão além das naturais?
Não gostáveis de ter um rabo assim comprido?
Recurvo à maneira dos Arcos de Cupido?
Zangas-te agora? – Isso não importa.
Irmão trazes atrás a cauda torta!

Sentados em linha sobre densos ramos
Magicamos lindas coisas que pensamos,
Sonhando em façanhas, fazemos tenção
Ter tudo pronto num minuto, dois ou então…
Nobres, grandiosas e coisas boas são!
Alcançadas só com um desejo vão…
Agora vamos para… isso não importa.
Irmão trazes atrás a cauda torta!

Todo o falar que alguma vez escutamos
A morcego, aliarás, aves ou gamos,
Barbatana, escama, penugem ou couro,
Tagarelai-o rápido, juntos e em coro!
Excelente! Admirável! Notamos
Que como os homens desde agora falamos.
Finjamos que somos… isso não importa.
Irmão trazes atrás a cauda torta!

É assim que se pensa entre os macacos.
Juntai-vos, então, às nossas fileiras
Por sobre os pinhais do além perdidas
Que passam quais flechas, onde as videiras
Bravias são pela aura batidas.
Pelo entulho deixado, por nobre algazarra
Ficai certos, faremos acções de barra!...

 

in cne-escutismo.pt

 

 
         

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